sábado, 17 de novembro de 2012

STF nega liminar que questiona piso de professores


O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar que pretendia alterar o regime de pagamento do piso nacional de professores. Governadores de seis estados - Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina – alegavam que o critério de reajuste era ilegal. A decisão de Barbosa é liminar, e a ação ainda será analisada no mérito.

O piso nacional dos professores foi criado com uma lei de 2008, declarada constitucional pelo STF em abril do ano passado. Um dos artigos da lei estipula que o piso deve ser atualizado anualmente em janeiro, segundo índice divulgado pelo Ministério da Educação.
Para os seis estados que acionaram o Supremo, a adoção de um critério da Administração Federal para o aumento da remuneração tem várias ilegalidades e agride a autonomia dos estados e municípios para elaborar seus próprios orçamentos.

Em sua decisão, Barbosa argumenta que a inconstitucionalidade da forma de reajuste já poderia ter sido questionada na ação julgada pelo STF em 2011, o que não ocorreu. “Essa omissão sugere a pouca importância do questionamento ou a pouco ou nenhuma densidade dos argumentos em prol da incompatibilidade constitucional do texto impugnado”.

Segundo o ministro, a lei prevê que a União complemente os recursos locais para atendimento do novo padrão de vencimentos, e a suposição de que isso não ocorrerá é um juízo precoce. “Sem a prova de hipotéticos embaraços por parte da União, a pretensão dos requerentes equivale à supressão prematura dos estágios administrativo e político previstos pelo próprio ordenamento jurídico para correção dos déficits apontados”, destacou Barbosa.

*Agência Brasil

Saúde suspende repasse a mais 1,5 mil cidades


O Ministério da Saúde suspendeu hoje (16) o repasse de recursos destinados à área de vigilância sanitária para 1.421 municípios que não abasteceram regularmente o Sistema de Informação Ambulatorial. A portaria publicada no Diário Oficial da 
Uniãoestabelece a mesma punição para 89 cidades que não cadastraram serviços de vigilância sanitária no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

A verba que ficou retida é referente ao terceiro quadrimestre de 2012. Para recuperá-la, os municípios devem atualizar as informações nos sistemas do Ministério da Saúde, que repassará os recursos no mês seguinte ao da regularização.

A suspensão dos repasses é usada pelo Ministério da Saúde como forma de garantir a aplicação correta dos recursos e a prestação de contas das cidades. A suspensão só é feita quando os municípios atrasam o preenchimento das informações obrigatórias por pelo menos dois meses consecutivos.

Agência Brasil

Artista nordestino é autor da identidade visual da 8ª Bienal da UNE




J. Borges assina identidade visual da 8º Bienal da UNE



A 8ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), que será realizada em Recife e Olinda de 22 a 26 de janeiro de 2013, lançou oficialmente a sua identidade visual assinada com exclusividade pelo artista pernambucano J. Borges, um dos mais renomados do mundo na arte de desenhar talhando a madeira, a popular xilogravura.


Inspirada no tema do festival estudantil, “A volta da Asa Branca”, a gravura produzida pelo xilogravurista J. Borges faz uma homenagem ao sanfoneiro Luiz Gonzaga, que no próximo dia 13 de dezembro completaria 100 anos e é motivo de celebração em todo o Brasil.

O trabalho, talhado em madeira de louro-canela, traz ainda desenhos relacionados à ave asa branca, ao farol de Olinda, aos prédios de Recife, ao sol tão presente no nordeste brasileiro e, também, uma singela e carinhosa referência aos estudantes.

O artista

J. Borges nasceu na pequena cidade de Bezerros, a 100 km de Recife, e mora lá até hoje, onde mantém a sua gráfica em ativa produção de cordéis e xilogravuras. Lá, também está localizado o museu que preserva a sua obra, que já foi exposta em vários cantos do mundo, em museus importantes, e está também pendurada em muitas paredes Brasil afora.

O artistas pernambucano será o homenageado da mostra de artes visuais da 8ª Bienal da UNE. Dessa forma, o festival estudantil provocará esse encontro de gerações importante para a preservação e continuidade da arte do cordel e da xilogravura. Para Borges, será uma ótima oportunidade de conversar e despertar o interesse dos jovens pela arte popular.

8ª BIENAL DA UNE

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

OS´s levam prefeita de Natal a perder cargo

by bloglimpinhoecheiroso
Helena Sthephanowitz, via Rede Brasil Atual
A prefeita de Natal (RN), Micarla de Sousa (PV), foi afastada do cargo em decorrência de fraudes na Secretaria de Saúde, descobertas na Operação Assepsia, deflagrada em 27 de junho deste ano.
O esquema consistia na contratação de organizações sociais (OSs) para administrar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e os Ambulatórios Médicos Especializados (AMEs), por meio de fraudes nos processos de seleção das entidades combinado com o pagamento de propinas para gente da prefeitura.
Foi apurado também que as OSs inseriram despesas fictícias nas prestações de contas apresentadas à Secretaria Municipal de Saúde, como forma de desviar dinheiro público.
Os contratos foram anulados pela Justiça, alguns envolvidos já estão denunciados, e o Ministério Público encontrou indícios suficientes de envolvimento da prefeita para afastá-la.
A entrega de unidades de saúde para OSs é uma política de privatização tucana muito defendida por José Serra (PSDB) na última eleição na capital paulista, mas recriminada pelo Ministério Público de São Paulo. As novas unidades deverão ser geridas por funcionários concursados da prefeitura, no caso de São Paulo.

Uma das OS denunciadas em Natal é o ITCI – Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social –, comandado pelo empresário Daniel Gomes da Silva, que também é dono da empresa de ambulâncias Toesa.
A Toesa foi flagrada pelo programa Fantástico da TV Globo, em março deste ano, negociando propina para um repórter que fazia se passar por um dirigente de um hospital público. A empresa entrou no ramo de ambulâncias terceirizadas para hospitais federais do Rio de Janeiro, quando José Serra era ministro da Saúde. Quando o tucano tomou posse como prefeito de São Paulo, em 2005, a empresa abriu uma filial na cidade para atender a prefeitura.Outra OSs investigada em Natal chama-se Marca, cuja origem também o Rio de Janeiro. 
 Micarla é dona da TV Ponta Negra (filiada ao SBT) e da Rádio 95 FM de Natal. Herdou o sistema de comunicação do pai, ex-senador. Além de dona, atuou em frente às câmeras nos noticiários de seu canal. Essa exposição na mídia local alavancou sua carreira política.

Educadores: “Rejeição dos 100% dos royalties para a educação é gol contra.”‏


Por Bloglimpinhoeceiroso

 

Com a rejeição do substitutivo que destinava todos os recursos dos royalties do petróleo para a educação, militantes iniciam a campanha “Veta Dilma”.

Cida de Oliveira, via Rede Brasil Atual

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lamentou a decisão do plenário da Câmara dos Deputados, que rejeitou na terça-feira, dia 6, o substitutivo do deputado Carlos Zarattini (PT/SP), que previa a destinação de 100% dos recursos arrecadados com royalties do petróleo para a educação. No seu lugar, foi aprovado o Projeto de Lei do Senado (PL 2565/11), de autoria do senador Vital do Rego (PMDB/PB). “É um gol contra a educação brasileira. A tão cantada em verso e prosa prioridade da educação mostrou na votação que não é verdadeira. Deputados que defendem a aplicação de 10% do PIB no setor, na hora de indicar os caminhos para se buscar esses recursos, se recusam a fazê-lo”, disse o presidente da CNTE Roberto Franklin de Leão, ressaltando que o petróleo é a riqueza de todo o povo brasileiro, e não de estados e municípios, que receberam na terça-feira, dia 6, um “cheque em branco para fazer o que quiserem com recursos públicos”.
Segundo o dirigente, a falta de compromisso dos parlamentares com a qualidade da educação pública traduz uma luta de classes na qual a elite continua a ditar as regras. Ele lembrou que todo o processo de discussão e votação dos royalties foi liderado pela oposição, o “que revela falta de coordenação política do governo que propôs a destinação desses recursos para a educação”. O PL do Senado, que redistribui os royalties do petróleo entre estados e municípios produtores e não produtores, foi aprovado por 286 votos a 124.
Em nota, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) afirmou que a decisão da Câmara de “não aprovar a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação pública brasileira terá um impacto negativo no desenvolvimento desta área social e os parlamentares perderam uma grande oportunidade de vincular à educação mais uma fonte de financiamento diante das demandas históricas”. Ainda segundo o documento, é preciso alfabetizar as quase 13 milhões de pessoas com mais de 15 anos; cumprir a Emenda Constitucional 59, de 2009, que determina a obrigatoriedade do ensino dos 4 aos 17 anos, segmento no qual há 3,5 milhões de crianças e adolescentes fora da escola; atender à demanda por creches públicas; cumprir a Lei do Piso Salarial Nacional para os Profissionais do Magistério Público; valorizar a carreira dos profissionais da educação e oferecer formação continuada; e cumprir as demais Metas e as Estratégias previstas no Plano Nacional de Educação e nos planos estaduais e municipais de educação.
Para a Undime, o projeto de lei aprovado ontem é, na íntegra, o que saiu do Senado, sem aporte financeiro para a educação. E, com isso, os deputados ignoraram que este texto pode se transformar em um problema futuro por não “fechar” a conta em alguns pontos e não se sustentar, com equívocos de redação ou matemática. Feito o cálculo, conforme a nota, os índices previstos para vigorar a partir de 2019 somam 101% no caso dos contratos de concessão para o petróleo extraído da plataforma continental (mar), seja da camada pré-sal ou não. “É nítido que a redação terá de ser refeita para a retirada de 1%. Mas o valor será retirado de quem?”, questionam os autores do documento.
Roberto Franklin de Leão, que integra o comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, articulação que reúne mais de 200 grupos e entidades em todo o país, inclusive a Undime, afirmou que já está sendo organizada a campanha “Veta Dilma”. O objetivo é reunir a sociedade em torno da causa dos royalties do petróleo para financiar a educação e intensificar as pressões sobre a presidenta Dilma Rousseff para vetar o texto aprovado. O veto, segundo as entidades, é necessário porque a meta 20 do Plano Nacional de Educação, que prevê investimento de 10% do PIB no setor, depende da criação de novas fontes de financiamento.
Mas, no Congresso, a linha foi de colocar panos quentes sobre o assunto. O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB/AM), descartou a hipótese de veto presidencial. “A aprovação na Câmara demonstra claramente que há uma vontade política do povo brasileiro, por meio de seus representantes nas duas Casas, de fazer uma redistribuição dos recursos dos royalties”, afirmou, ao mesmo tempo em que demonstrou contrariedade com o fato de ter ficado para trás a proposta de destinar mais recursos para a educação.
Braga considera, porém, que não está fechada a possibilidade de revisar a questão e destinar uma fatia maior dos royalties para o setor, de modo que se garanta o cumprimento do Plano Nacional de Educação. “Podemos nesta lei [PNE] fazer a vinculação à educação, não na totalidade, mas num percentual absolutamente expressivo dos novos recursos dos royalties nas três esferas, estados, municípios e União”, indicou o senador

sábado, 3 de novembro de 2012

Agentes de Saúde protestam em frente a prefeitura de Alhandra/PB



Via Alhandra em Foco
(fotos: Alhandra em Foco)

Os agentes comunitários de saúde junto com o SINDACS-PB (Sindicato dos Agentes Comunitários de saúde da Paraíba) e os agentes de endemias, popularmente conhecidos como agentes de combate a dengue da cidade de Alhandra na Paraíba, fizeram protesto nesta manhã de quinta-feira em frente a prefeitura municipal reivindicando do atual prefeito Renato Mendes que está em seus últimos meses de mandato, dois meses de salário atrasado, Pasep e dois terços de férias que não foram pagos. O dinheiro dos agentes comunitários de saúde já está na conta da prefeitura desde o dia 17 de outubro, segundo site do ministério da saúde. Faltando apenas o repasse da prefeitura para os funcionários em questão. O secretário de administração e tio do prefeito Juraci Mendes, alegou que aconteceu esse atraso por que houve um erro na folha de pagamentos dos ACS´s e a mesma teria de ser refeita.



 Mas o interessante é que no mês em que houve eleições, a prefeitura pagou o salário bem antes do dia previsto. E agora está acontecendo essa situação constrangedora. Apesar de estar se despedindo de seu mandato, o prefeito Renato Mendes deve lembrar de honrar com seus compromissos salariais até o final de 2012. No inicio da tarde, após o protesto, o salário de setembro junto com um dos dois terços de férias devidos pela prefeitura estava depositado na conta dos agentes comunitários de saúde. Mas aí vem uma pergunta: se o dinheiro já estava na conta desde o dia 17 de outubro por que a prefeitura só veio pagar no dia 01 de novembro? Fica também a expeculação se no mês de dezembro será pago em dia e se haverá problema com o décimo terceiro dos ACS`s e a outra parcela do terço de férias. Espera-se que tudo seja resolvido tranquilamente. Mas nunca se sabe né?



Quanto aos agentes da dengue, o caso se complica um pouco mais, pois alem de estarem com seus salários, férias e terços de férias atrasados, lutam pelo décimo terceiro que, segundo eles, só foi pago uma única vez há uns 4 ou 5 anos. Depois disso nunca mais souberam da existência desse benefício salarial. E sempre que procuravam a prefeitura, o responsável pelo setor só dizia que iria verificar o porquê, mas a resposta não surgia. Infelizmente saíram da prefeitura sem nada resolvido.

Outra categoria que também está com o salário atrasado são os porteiros. E alguns se encontravam na prefeitura na tentativa de poder receber seus dois meses de atraso. Ao que tudo indica, é mais uma categoria que saiu de lá com as mãos abanando disse um funcionário que fazia parte do protesto.

Redação Alhandra em Foco

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

SES confirma mais uma morte por dengue





A Paraíba já tem nove casos de morte por dengue em 2012. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria de Saúde do Estado, que confirmou, através de boletim, mais um óbito decorrente da doença. O caso foi registrado no mês de setembro, em João Pessoa, mas ainda estava sob investigação da causa da morte.

A capital paraibana, que já possui outras cinco mortes por dengue confirmadas, tem 66,6% dos óbitos pela doença no Estado. Os demais registros ocorreram nas cidades de Bayeux (1), Itabaiana (1) e Patos (1).

De todas as cidades do Estado, João Pessoa continua a ter o maior número de notificações: já foram registrados 4.436 casos, o que equivale a 40% das notificações. Cabedelo vem em seguida, com 1.511 casos registrados. Patos (483 casos), Bayeux (258), Guarabira (227), Catolé do Rocha (186), Sousa (161), Vista Serrana (160), Uiraúna (154 ) e Esperança (149) são os outros oito municípios paraibanos que se destacam no número de notificações. Destes dez municípios, em relação ao ano de 2011, os únicos que tiveram redução no quantitativo de notificações foram Patos, Guarabira e Sousa.
De 1° janeiro a 27 de outubro deste ano, a Paraíba notificou 11.087 casos de dengue em 182 (81,6%) municípios. Deste total, 2.346 foram descartados e outros 5.823 classificados como dengue clássica. Conforme os dados da Semana Epidemiológica 43, não houve alteração dos números dos casos graves de dengue, se comparado ao boletim anterior.

Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Talita Tavares, neste ano foram confirmados 152 casos graves de dengue, sendo 40 casos de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) e 112 de dengue com complicação (DCC), com notificações em 30 municípios. Os demais casos ainda estão sob investigação.

Segundo Talita Tavares, todos os casos graves e óbitos devem ser sinalizados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado (CIEVS).

Fonte:Jornaldaparaiba.com.br